Onde estravas...
Onde estavas antes que te conhecesse?
Se de mim tanto te escondestes,
Onde foi parar o teu invisível manto?
Agora, aparece como que por encanto.
Com um sorriso torto nos olhos,
Uma canção linda nas mãos,
Brasa rubra por sob a pele.
Onde estavas...
Quem és tu, divino ser pagão?
Filha de Oxum, neta de Tupã,
Nascida de um furacão.
Pinte as cores do teu defeito.
De que bendito buraco saiu?
Da militância que trazes no peito?
Do negro ventre que te pariu?
Agora venha...
Do que achas que sou feito?
Qual a terra do teu leito?
Deite comigo e sirva-se.
Do meu corpo, minha rotina.
Passeie comigo e depois desapareça.
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