... A imagem daquela senhora, sentada de forma tímida no banco do ponto de ônibus, me chamou atenção. Se tivesse uma máquina fotográfica, seria digna de uma imagem... daquelas que abrem aqueles calendários lindos de final de ano...
Segurava uma coleira, que na outra ponta portava um lindo cachorrinho. .. parecia de pelúcia! Era uma senhora negra... em alguns aspectos, lembrava a minha avó. Possuía um jeito peculiar de olhar para as pessoas. De onde se encontrava, apenas levantava as vistas... timidamente. .. e voltava a olhar para o próprio colo...
Usava uniforme branco... avental da mesma cor... sujo! Parecia possuir muito mais que meio século de existência... Por estar em Copacabana e, observando o uniforme, julguei ser uma espécie de babá de cachorros... Quando percebi isso, perguntei indignado: "O que faz uma senhora dessa idade, trabalhar dessa maneira?"
Imediatamente olhei para cima... enxerguei os morros que divisam com a região. Lembrei daquela gente e da imensa distância social dos "cariocas da Zona Sul"... Só ai então, compreendi aquela cena...
Beijos,
Silvio.
Segurava uma coleira, que na outra ponta portava um lindo cachorrinho.
Usava uniforme branco... avental da mesma cor... sujo! Parecia possuir muito mais que meio século de existência... Por estar em Copacabana e, observando o uniforme, julguei ser uma espécie de babá de cachorros... Quando percebi isso, perguntei indignado: "O que faz uma senhora dessa idade, trabalhar dessa maneira?"
Imediatamente olhei para cima... enxerguei os morros que divisam com a região. Lembrei daquela gente e da imensa distância social dos "cariocas da Zona Sul"... Só ai então, compreendi aquela cena...
Beijos,
Silvio.
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